Mas que é gostoso contar a velha piada da bichinha, apelidar aquele amigo de preto, mandar o outro ficar de pé para falar conosco, rir da rolha de poço e do pingo de ferrugem. Afinal é apenas uma distraçãozinha, um jeito carinhoso de conviver com essa diferença, de tratar aquele que sai dos padrões em nosso meio.
Mas será que seria fácil fazermos uma introspecção dentro de nossas raízes culturais e passarmos a ter consciência de que falar de tolerância é apenas mais uma moda e realmente deixarmos isso de lado?
E o pingo de ferrugem que mesmo cirurgicamente pode não ter resultado; a bixinha que ve nos gestos delicados da dama algo com o que a tradução daquilo que sentem desde o dia em que passaram a se sentir gente.
Victor Lima
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